<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515</id><updated>2011-04-21T12:13:28.623-07:00</updated><title type='text'>~</title><subtitle type='html'>"Mesmo que meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos [...]" Fernando Pessoa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-7337129193524529077</id><published>2009-01-16T22:13:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T22:14:54.076-08:00</updated><title type='text'>Encontros e Desencontros.</title><content type='html'>Marcaram o encontro às duas, na praça perto da casa dela. Ele chegou mais cedo, acendeu um cigarro para esperar, logo se transformou em um maço inteiro, ela parecia atrasada. Estava. Quando chegou, depois de quase meia hora de atraso, parecia conformada e nem um pouco preocupada com a ansiedade do até então amado. Mãos unidas em ato suplicante, ele queria conversar. Era desperdiçar anos de vida, uma história bela por pouca coisa, por crise de adolescência atrasada. Isso a enfurecia, ele não entendia, era incapaz de perceber...&lt;br /&gt;- Não é nada disso, se você soubesse nunca me faria tais acusações. Somos muito diferentes, você busca algo que não me é próprio!&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Comodidade, segurança, você é tão... tão conformista!&lt;br /&gt;- Que estranho, há poucos meses isso lhe deixava feliz, você dizia ser atitude de homem! Estranho isso...!&lt;br /&gt;- Estranho seria eu acordar com você ao meu lado, agora isso seria estranho! Eu não sou a mesma de um mês atrás, nem um dia, então não preciso me justificar. Agora você, nunca muda, não melhora, não se esforça. Matou seus sonhos em uma só tacada, quer fazer o mesmo comigo, não posso deixar. &lt;br /&gt;- Tem outro? Tem, não tem?&lt;br /&gt;- Anh?! Como assim? Não preciso disso para terminarmos, apenas não quero mais sua companhia, que, aliás, tem sido um imenso fardo!&lt;br /&gt;- Como você é cruel, como você é cruel...!&lt;br /&gt;- E esses cigarros? Ia parar na primeira semana que nos conhecemos, depois de anos eles ainda nos acompanham, mesmo com minha alergia. É isso que me irrita, seus cursos inacabados, suas viagens nunca feitas e os sonhos deixados pelo caminho, é isso que me irrita.&lt;br /&gt;- Eu te amo! Você sabe o que é isso?! Tou falando de amor, garota! Você é a mulher da minha vida, e não pode terminar comigo por um cigarro ou as férias que não aconteceram. Não é sólido o suficiente!&lt;br /&gt;- E o que é sólido? Dividirmos contas, lençóis e você saber como gosto do meu café? Jantarmos juntos e comermos chocolate durante o jornal? Sair para dançar e dormir no carro, com medo de voltar para casa? O que temos de sólido, além de hábitos mortos e uma vida rotineira?&lt;br /&gt;- Mas é isso, um relacionamento é isso! Se não houver a rotina, não há relacionamento, não há amor. A adolescência já passou, cresça. Não tenho que me inventar todos os dias, meus defeitos deviam ser normais, assim como minhas qualidades.&lt;br /&gt;- Eu preciso ir embora, passo amanhã para pegar minhas coisas no apartamento, se quiser ir separando os discos e livros, por mim tudo bem. Ah, vou levar algo para almoçarmos, não acabe com todas as cervejas na geladeira, por favor.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Ela apareceu no dia seguinte, vestia uma saia que ele amava. Dizia ser presente de Deus, pois parecia o próprio céu, ele complementava dizendo que ela era o próprio paraíso. &lt;br /&gt;- Oi, hoje você não demorou. É tanta a pressa de ir embora?&lt;br /&gt;- Não é isso, por favor, não quero ressentimentos; eu só fui pontual porque vim de táxi, meu pai ia pegar uns exames aqui perto.&lt;br /&gt;- Você vai morar com ele agora?&lt;br /&gt;- Por enquanto sim, mas depois mudarei para o apartamento da Ana, lá do restaurante, sabe?!&lt;br /&gt;- A Ana é realmente sua amiga, né?! Gosto dela, acho que será bom vocês morarem juntas, vai perceber que a vida é uma rotina, não sou eu o chato que entedia seus dias.&lt;br /&gt;- Eu não disse isso, disse? Talvez eu que não estivesse pronta para relacionamentos mais sérios, vai saber. Onde estão minhas coisas?&lt;br /&gt;- Ali, tudo embalado com muito carinho. Não quero almoçar com você, só iria me fazer mal.&lt;br /&gt;- Ta, então eu vou indo. Sê cuida, tchau.&lt;br /&gt;- Te amo.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;O tempo passou, os meses condensaram e um dia o telefone toca. Ele atende, estava mais preocupado com o futebol. &lt;br /&gt;- Alo, é a Marina. Tudo bom, Carlos? &lt;br /&gt;- Oi, quanto tempo. Como cê ta? &lt;br /&gt;- Tudo bem, eu tou morando aqui no meu pai, só que com a Ana. Ele ta trabalhando em Portugal, só volta ano que vem. &lt;br /&gt;- Legal, seu pai sempre arruma coisas diferentes para fazer, né!? Nada de rotina! &lt;br /&gt;- É... Te liguei porque tem um disco do Caetano meu ai com você. Eu sei que você adora, mas é meu preferido, e a Ana não tem também. Você pode trazer até aqui? &lt;br /&gt;- Claro, passo aí agora, ele ta aqui no som. Legal, você e a Ana parecem até um casal agora.&lt;br /&gt;- Não exagera, a gente é só amigas, nada mais. Se bem que, com ela, a rotina é bem mais animada mesmo. Tou te esperando, beijão. &lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;O apartamento tinha a cara do pai de Marina, bem moderno. Muitos quadros e livros espalhados. Tinha umas latas na mesa principal e um baralho empilhado no canto, elas estavam cozinhando quando ele chegou, sentiu-se um estranho. &lt;br /&gt;- Aqui está, inteiro, nunca arranharia um disco como esse.&lt;br /&gt;- Eu sei, sempre confiei no seu cuidado com as coisas, quer almoçar com a gente?&lt;br /&gt;- Atrapalho?&lt;br /&gt;- Não, imagina. É um prazer, quero saber como anda o trabalho, seus pais e as namoradas.&lt;br /&gt;- Senti uma pontinha de ciúme!&lt;br /&gt;-Ou saudades, mas agora vem!&lt;br /&gt;Almoçaram, riram e jogaram buraco a tarde toda. Marina sentia saudades, verdadeiras saudades, saudades da rotina, do jeito calmo de Carlos, do violão desafinado e o cafuné no fim do dia. Ele já olhava Ana, que era a mais calma de todos, parecia acostumada demais com a vida, nunca se irritando com o que lhe era reservado.&lt;br /&gt;Aos poucos, os três se viam com freqüência.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Marcaram no bar, ele e ela. Ela se arrumou, chegou mais cedo e tomou várias cervejas o esperando. Ele atrasou, e ele nunca atrasava, mas atrasou.&lt;br /&gt;- Que foi?&lt;br /&gt;- Nossa, senhor hostilidade. Chamei você aqui porque temos que conversar...&lt;br /&gt;- Sobre o que?&lt;br /&gt;- Tenho saudades, queria muito que voltássemos, o disco do Caetano só é meu preferido ouvido abraçada a ti.&lt;br /&gt;- Que romântico, muito me infla o ego ouvir tal, mas não posso. Estou namorando, ou quase.&lt;br /&gt;- Quem, eu conheço?&lt;br /&gt;- Ana, mas ela não te contou antes por medo da sua reação, ela gosta muito de você!&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Não fica assim, Má! Você vai achar alguém que te ame, que saiba inovar a cada dia, você era demais para mim, demais para nós dois, demais para você mesma.&lt;br /&gt;- Você é cruel... Muito cruel!&lt;br /&gt;- E seus ataques, e suas crises de verdade? Me dizendo como eu era, apontando meus defeitos como se você espelhasse perfeição. Isso é cruel, agir como um azedume e agora me cobrar compaixão, amenidades. &lt;br /&gt;- Te amo.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas agora pode ser hora de mudar isso.&lt;br /&gt;- Eu vou indo, já vi que seu humor não está dos melhores.&lt;br /&gt;- Tudo bem, passarei amanhã em seu apartamento para pegar as coisas de Ana, ela me pediu. Tchau.&lt;br /&gt;- Tchau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Carlos amava Marina, namorou Ana. Carlos casou com Ana, separaram dez anos depois, ambos infelizes, mas sem forças para uma separação. Marina viajou o mundo todo, namorou vários, não gostou de nenhum. Dizia só gostar de seu velho disco do Caetano. Um dia, após dez anos, Carlos e Marina encontram-se em uma livraria à beira-mar.&lt;br /&gt;-Quanto tempo, Carlos. Como está?&lt;br /&gt;- Com saudades, o que faz aqui?&lt;br /&gt;- Vou morar aqui, pelo menos por enquanto. Ainda casado?&lt;br /&gt;- Não, acabo de me separar, graças a Deus.&lt;br /&gt;- Já vi que você mudou muito.&lt;br /&gt;- Não mudei nadinha, como da última vez que nos vimos e ouvimos seu disco, ainda tem?&lt;br /&gt;- Sim, e, como não mudamos nada, acho que podíamos ouvi-lo novamente. Fico feliz de não ter mudado, realmente feliz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-7337129193524529077?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/7337129193524529077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=7337129193524529077' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/7337129193524529077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/7337129193524529077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2009/01/encontros-e-desencontros.html' title='Encontros e Desencontros.'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-8057998129679227743</id><published>2009-01-10T05:45:00.000-08:00</published><updated>2009-01-10T06:08:09.258-08:00</updated><title type='text'>[Antigo] Devaneio.</title><content type='html'>Queria tirar todas as suas dores, curar tuas feridas e trazer-te para meu leito. Queria secar teus olhos impregnados de mágoa e rancor, olhos secos por uma vida áspera e sem poesia. Queria dar-te um mundo cheio de cores, um mundo leve e místico, do qual pudéssemos carregar nossas energias e viver sagas ilimitadas de plenitude. Mas, por ironia ou descaso, parece que não consigo acessar este campo que é você, não consigo penetrar em tua alma e dar-te minha mão. Não acesso tua mente, cheia de labirintos e minotauros, cheia de enigmas e complacências; cheia do vazio que sou eu. Se pudesse, se você me permitisse em sua imensa caridade, faria de seus dias os mais límpidos e graciosos. Deitaria teu rosto suave em meu colo e te afagaria com minhas mãos, docemente alisaria tua face e cantaria os hinos mais sagrados. Cobriria tua casa com pétalas do mais adornado jardim, teu andar se faria perfumado. Inventaria mil formas de alegrar-te e, gentilmente, me imporia em tua vida, não como mais um empecilho, mas como veículo de graça, alegria e leveza. Meus predicados são limitados, eu sei; e minhas aspirações múltiplas, mas, ao lado de tão honroso cavalheiro, enfrentaria erguida todos os problemas, sobrepujando a dor.&lt;br /&gt;Mas não deixa, não posso, não consigo. Há algo como um campo magnético que me separa de ti, que me faz transmutar idéias turvas em sentimentos febris. Enlouqueço com teu semblante, que em minha cabeça vai e volta, se torna um zumbido que não sai, que machuca, feri os mais sutis sentimentos que eu tenho, absorve as forças mais certas e desmorona meu gênio de maldades e frieza. Penso se é você que não me quer, que não me tem em sua mente, não aspira nada ao meu lado, relegando a mim a mais absorta lembrança, a mais negligente passagem em tua vida. Penso que teu caminho está traçado e eu, impotente e miserável, não poderia deitar em tua linha da vida, fazer-me presente, mesmo que sutilmente. &lt;br /&gt;Miserável sentimento é este, que não sei nomear, calcular, nem ao menos sentir. Miserável condição humana é essa, que há pouco se infla de certezas, e logo após se debruça em lágrimas por não entender este nó dado no peito, intransferível, insolúvel, mas que dói e aperta até nos dias mais belos do fim da primavera. Agora, despeço-me, na triste certeza que você não virá. Não acenarei com bandeiras, brindando esta emoção que me invade, deixarei que meu calar se faça presente e te dê, como alerta, todo este nobre sentimento que me preenche, e que, como sorte, em breve repartiremos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps.: não repartiremos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-8057998129679227743?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/8057998129679227743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=8057998129679227743' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/8057998129679227743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/8057998129679227743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2009/01/antigo-devaneio.html' title='[Antigo] Devaneio.'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-7389826562489134829</id><published>2008-12-14T06:02:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T06:20:04.857-08:00</updated><title type='text'>Lembra-te, gentil.</title><content type='html'>Sente a melodia, vagueia por ela como um bêbado pela avenida. Sua mão já encosta na minha, a possibilidade de ser embalada por ti sem termos que nos tocar, é esta a beleza da música. E bem sabe que, ao passo do tempo que se arrasta, todas as belezas da alma se atrelam a sua figura, agora flagelada em lembranças. Não há dança sem que se lembre de seus pés, ou caminhar sem seu cavalo uníssono. E agora o salão está tão vazio, frio e morto. Olho para as pessoas com meu mais solene descaso, todas elas me refletem a morbidez que pode se tornar estar vivo. Sento-me na enorme escadaria, afagar meu vestido não me consola, desfazer o penteado é como desistir da festa, desistir de tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A verdade, triste e turva, é que meus dias escureceram. Não há manhãs sem seu belo ‘bom dia’, e nas tardes chuvosas não há doce ao pé da lareira. É que as estrelas perderam seu significado, o mundo parece girar mais rápido para otimizar minha solidão. Cansada de aperfeiçoar este estado insípido, corri mundo; procurei-te em todos os cantos. Inútil! Todos querem usar máscaras com sua face, bela e austera, mas nenhum carrega sua espada, sua nobreza. Posso ver o salão cheio de farsas, das quais não quero conviver - demais para mim. Retornar ao meu estado e esperar que rompa a porta, beije-me a mão e me conceda uma primeira última dança é sonhar demais? Pois, ao repousar, seja no verão ou no rígido inverno, é apenas esta cena que me vem à cabeça. Há de haver o dia em que embalaremos nossa vida com um Amor frondoso, que nos banhará em plenitude.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A primavera me parece distante, ela é contemplada em um dia esquecido, do qual possivelmente teremos que esperar para viver. Não se esqueça de mim! Não se esqueça de quão meu amor por ti é forte e sincero. Por mais que passemos por moradas diferentes, terrenos longínquos e dragões inúmeros; não se esqueça de mim. Pois eu viverei pensando em ti, todo meu labor é para ti, não demore, não demore, por favor. [A escrita já me falha, o coração inflama, tal sentimento começa a se mesclar nas palavras, pobres companheiras.] &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas vejam, assustados leitores, nem tudo é como pensam. Devem estar pensando como deve ser este homem, qual eu deposito meus maiores sentimentos e esperanças. Talvez alto, forte e voraz, possivelmente muito gentil e de traços finos. E agora a curiosidade deve extrapolar os limites, todos devem se indagar como nos conhecemos e o quão somos íntimos. Não, não, não![Nota-se minha tristeza na ênfase, ao menos deveria, tudo é tão corrosivo agora, quase sinto uma mágoa ao meu lado]. Não há ele, não há nada além do anseio de sua existência, infantil desejo emancipado em meus dias. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Não há nada além da aventureira vontade de viver este amor, tão puro e claro; tão fluido e majestoso. Falta-lhe face, falta-lhe existência, nobre homem. Só vejo suas sombras, suas máscaras, mas nunca fomos apresentados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vai, foge sentimento pouco lúcido! Faz-me enxergar a crueldade do medíocre, me faz viver meus dias sem teu arquétipo, sem essa espera angustiada. Faz-me descansar e não ter mais que esperar o acaso, o destino, ou simplesmente buscar em si alguma explicação lógica. [Ele se afasta, vai aos poucos atendendo ao meu pedido, eu não sei mais se é o que quero.] Volta! Que não te quero distante, perder-te é minha clausura, desistência maldita da beleza do mundo, beleza que não é do mundo. Estou aqui, estarei sempre. Não se atrasa, nosso encontro selado está, vem que espero tua mão, teus pés, seu semblante a fitar-me. Lembra-te do nosso amor, remontado em tempos de glória, lembra, lembra... [E assim já estaremos juntos!]. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-7389826562489134829?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/7389826562489134829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=7389826562489134829' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/7389826562489134829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/7389826562489134829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2008/12/lembra-te-gentil.html' title='Lembra-te, gentil.'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-6059762792501859816</id><published>2008-12-08T17:30:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T17:35:33.167-08:00</updated><title type='text'>Feito dos Heróis...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/ST3LEkpa9LI/AAAAAAAAAMI/L95uo4TmKC8/s1600-h/monet.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277597617765414066" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/ST3LEkpa9LI/AAAAAAAAAMI/L95uo4TmKC8/s320/monet.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Prefiro cantar o feito dos Heróis, quero imortalizar a voz que tantos tentam calar com os infortúnios da rotina, do massacre. Mas eu, como filha de tais seres Humanos, tenho que revivê-los em minha doce memória e avisar ao povo, aos comuns que marcham sem Heróis, sem Deuses, que eles ainda vivem e velam pelo vão sono da Humanidade. Se protestarem, dizerem que jazem nas ruínas do passado, que sou louca por crer no que não se toca, eu direi:&lt;br /&gt;“Sou como a Fênix, ressurjo das mesmas ruínas que meus irmãos, meus pais, amigos leais do tempo de outrora. São essas ruínas que me fizeram forte, edificaram minha morada e hoje são alicerce de minha moral. Cairei, mas com um ato heróico, e ressurgirei dos meus cacos, os refazendo com o poder dos antepassados, que por aqui já passaram. Louco é aquele que se vende para as estruturas falidas que diante dos nossos olhos estremecem. Eu posso toca-los, a cada pôr-do-sol, a cada desabrochar de uma flor, a cada lágrima que pasma com a beleza do Mundo. Isso é real, é a realidade rechaçada pelos homens, isso é Real, é a Realidade salva pelos Heróis.”&lt;br /&gt;É aos Heróis que devoto minha vida, como uma pequena discípula, sigo seus passos e entrego meu destino na mão dos que já o fizeram. Sei que a estrada não é fácil, nem espero, pois para tão venturoso destino só poderiam ter distintas provas, ser Herói é para os fortes. E por tantas me sinto fraca, pequena, insignificante. Mas logo me recordo:&lt;br /&gt;“ Sou filha do Universo, essa mãe gentil que zela por nós através da melhor educação, a Justiça. E como sua filha, ela me reserva só o que há de melhor, algo que me faz Deus, algo que me faz tão magna e forte quanto o Universo, eu sei. Sinto em minhas veias correndo a força de um Sol, a grandeza de uma Super Nova, emana dos meus poros todo o Cosmo e sua Luz. Sou pequena como um átomo, mas tenho toda a potência do Universo.”&lt;br /&gt;Não, não, caros amigos, não estou em devaneios. Estes que, às vezes, confesso, me visitam, agora estão longe. Fala dos distintos, falo da estirpe, falo dos homens que fazem de suas vidas uma verdadeira Saga. Falo daqueles que sabem que palavras como Honra, Beleza, Verdade e Fé são mais que mera bobagem para enganar o pobre e ignorante. Falo de Aquiles, Hércules, Odisseu, Penélope... Falo de todos, e de tantos que convivo e admiro. Não sei se os conhece, talvez os visitem-nos mais austeros sonhos, a mim parecem caminhar ao lado. Não sei se os sente, mas se, ao brilhar os olhos e vibrar a alma, saiba, algum, talvez o seu próprio, espreite sua parte mais digna. E para que escrevo tudo isso? Para dizer-lhes, aos Heróis, o que sinto e quão bom é ser filha de vosso legado.&lt;br /&gt;“ Encarnando as virtudes, eles me deram um presente, a chave para o que o Homem tem de Melhor. ‘Raça de Heróis virá salvar a Terra.”, e pretendo, honrosos cavalheiros, fazer parte desta confraria com meu sangue, minha energia e alma, por ser livre, atrelo-me a vocês. Usando um pouco do que outros Heróis já disseram agora despeço-me de meu humilde agradecimento:&lt;br /&gt;‘Nada para mim senhor, nada para mim... Tudo para a Glória Heróica, a mais distinta Saga: a Evolução!’ “&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-6059762792501859816?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/6059762792501859816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=6059762792501859816' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/6059762792501859816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/6059762792501859816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2008/12/feito-dos-heris.html' title='Feito dos Heróis...'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/ST3LEkpa9LI/AAAAAAAAAMI/L95uo4TmKC8/s72-c/monet.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-5907591602157369849</id><published>2008-11-23T14:00:00.000-08:00</published><updated>2008-11-23T14:31:04.358-08:00</updated><title type='text'>É um gostar...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SSnY0cChPuI/AAAAAAAAAMA/3OXUaJ5zASk/s1600-h/casa.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271983234205433570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SSnY0cChPuI/AAAAAAAAAMA/3OXUaJ5zASk/s320/casa.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu gosto de você, e é um carinho que supera limites e barreiras. Alguém como você não pode ser esquecido porque os dias estão se passando, ou porque não temos mais o calor das risadas no fim das tardes. Mas é tão difícil entender que agora esse gostar é diferente? Ele não é menos sincero ou tenro do que era, só que diferente; agora é um gostar fraterno que nos podia fazer muito bem. E é o de mais precioso que eu posso dar às pessoas, meus sentimentos sinceros e esforços de uma concórdia mútua e digna de ser lembrada. Eu sei que, no início, isso seria difícil para você, os sentimentos são tão estranhos que se manifestam de maneiras diferentes em diferentes pessoas. Mas, eu acreditava que, em quanto estivéssemos ligados em coração, tudo poderia esperar, a dor cessaria e veríamos juntos a amizade primaveril.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;E agora, olha! Está tudo desfacelado e você segue para um caminho tão destinto do meu, impedindo que eu o veja caminhar. Agora não estamos mais ligados, romperam os melhores grilhões, e todo nosso gostar, ao invés de transmutar, está findando na discórdia e inconsciência. Serei sincera, acho que a maior parte da culpa é sua. Mas, também é teu o maior fardo, de conviver com a discrepância sentimental dentro de um pobre coração. Eu sei, é como Drummond diz: “Não, meu coração não é maior que o mundo...” Mas me dói saber que o meu coração não foi capaz de absorver suas dores e converte-las em lindas rosas que iriam florir e decorar tua mesa, aonde se fartaria da vida. Esse era meu papel, e me pergunto: “Aonde deixei esta falha acontecer, qual brecha houve, por quê?” Não adianta explicar, seria inútil também.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Querido amigo, doce pessoa do meu mais sincero gostar; veja: ainda estou aqui, e estarei aqui sempre, esperando no mesmo lugar. Estou com a chaleira ao fogo e o pão no forno, com a mesa pronta e seus sapatos arrumados; a morada da amizade ainda pode nos unir. Nesta casa não há portas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-5907591602157369849?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/5907591602157369849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=5907591602157369849' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/5907591602157369849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/5907591602157369849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2008/11/um-gostar.html' title='É um gostar...'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SSnY0cChPuI/AAAAAAAAAMA/3OXUaJ5zASk/s72-c/casa.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-7539088767292395557</id><published>2008-11-16T14:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-16T14:28:52.807-08:00</updated><title type='text'>O Primeiro Beijo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SSCd9AJvEPI/AAAAAAAAAL4/A3Fx_XNAwY4/s1600-h/edward-maos-de-tesoura02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269385235361894642" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SSCd9AJvEPI/AAAAAAAAAL4/A3Fx_XNAwY4/s320/edward-maos-de-tesoura02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ambos estáticos. Os olhares se desviavam, não era proposital, um impulso nervoso para que a certeza não viesse, estavam parados frente ao sentimento mais sublime e subversivo existente. Ela se levantou num assalto, ele a seguiu, foi interceptado e voltou a sua cadeira. Ela olhou para a porta, olhou para ele, olhou para o chão. Também retornou ao seu lugar e suspirou afonicamente. Não é preciso descrever como tudo começou, afinal, quem nunca teve um romance, bem ou mal sucedido, fundamentado em carência ou na sublimação que é o verdadeiro Amor? Também é indiferente como eles eram, como são e como serão; são todos nós, são todos os eus cabíveis dentro de uma mesma dúvida: o que é amar?&lt;br /&gt;Agora pairava em ambas mentes a dúvida: E agora? “Preciso falar-te, Melissa, eu quero que saiba...” Emudeceu, ele não sabia o que era necessário ser dito, Melissa o olhou e corou a face, ela sabia perfeitamente o que era.&lt;br /&gt;Os pés dela começaram a esticar em direção as pernas de Henrique, faziam carinho e conferiam um ar mais amistoso ao ambiente. Ele, em contra partida, começou a assobiar baixa a música preferida da amada, era algo detestável e meloso; ela se emocionou como todos nós faríamos. E o dia foi mesclando com a noite, e o tempo passando e a calma vindo, eles poderiam esperar muito tempo ainda.&lt;br /&gt;“Você vem comigo, Henrique? Para onde eu desejar, mesmo que seja um lugar onde não haja espaço para cautela e inseguranças? Você conseguirá se desprender de todos os seus medos em nome de algo maior e se lançar ao meu lado a tudo isso que vejo em teus olhos?” Ele a olhou, deu um sorriso singelo e acenou com a cabeça. Ela bebeu um copo de água e comeu algumas bolachas. Já era noite, ambos se levantaram e foram andando peripatéticamente pelo jardim, o frio já se fazia presente.&lt;br /&gt;- Quanto tempo se passou, Mel? Desde que você chegou nessa casa, se sentou na cadeira e me outorgou uma decisão tão difícil, quanto tempo? Quanto tempo para destilar seu veneno, inebriante e letal, que me confere mais medo e insegurança que a noite gélida a qual presenciamos?&lt;br /&gt;- Não muito, você é alguém previsível demais para eu gastar toda minha retórica, e já está morto do veneno que diz me fazer peçonhenta. Como chegamos a esse ponto, como nos amamos tanto, mas nos afastamos por um abismo imperceptível? Como eu venero tua morada, calculada nas dores alheias e anseios egoístas, como você ainda consegue me atrair?&lt;br /&gt;-Simples: você é uma bela criatura, inebriante, como eu mesmo já disse, mas fraca em suas convicções. E, ao me encontrar, ancorou toda sua fraqueza, mesmo eu não sendo tudo o que você almeja para possuir. Eu só me pergunto, será isso amor? Anos e anos passei estudando a mente humana, e tentando explicar este sentimento, e você diz que o temos nos unindo, mesmo de maneira pouco saudável?!&lt;br /&gt;Ela parou, cobriu o rosto para que não a visse chorar. O diálogo sério e carregado de elucubrações faz parecer mórbido, ficcionista e desumano. É que eles, diferente de nós, falavam o que realmente sentiam, sabendo que isso não seria atenuante na dor que os amantes incompreendidos sentem, amantes que partiriam para sentidos opostos antes do amanhecer.&lt;br /&gt;-Eu te amo, com todas as forças que consigo reunir. Mas sei que não é um amor que motiva a seguir em frente, ao contrário, ele me priva de estar inteira, pois só ao teu lado reúno as minhas maiores, e piores, forças. Eu nunca pensei no Amor, sempre julgando apenas uma palavra obsoleta e desconexa, e agora me encontro com as mesmas dúvidas. Não é engraçado?! Você o estudou tanto, eu tão leiga, mas ambos suspensos pelo mistério do amor!&lt;br /&gt;Ele chegou perto, enlaçou sua cintura com uma das mãos e com a outra fechou os olhos de Melissa. Aproximou-se do seu ouvido e sussurrou para que nem os morcegos ouvissem e participassem daquele momento solene, momento íntimo:&lt;br /&gt;- Você quer glorificar porque não o conhece, mas eu, não só o estudei, mas fui vítima desse algoz desesperado. Diz a lenda, que quando nos machucam, as feridas ficam latentes e profundas, e só se fecham com novas e piores. Para isso, é preciso machucar o outro, outorgar a dor é compartilhar amor, é deixar viva a angústia de se estar vivo, é compartilhar o que tenho de mais intenso, minha loucura por amar todas as coisas. Eu te amo.&lt;br /&gt;-Eu te amo, e não estou com medo de sofrer, eu te amo...&lt;br /&gt;E então, seus lábios se encontraram e ambos choraram em soluços. Não era o primeiro beijo deles, mas parecia, assim encararam. E viveram aquele momento de êxtase com glória e vitória, era o beijo melhor dado e recebido, o primeiro, porque é o mais verdadeiro, limpo e liberto. Algo que esquecemos por querermos velar o sentimento alheio, quando as feridas transbordam e sufocam toda a verdade do beijo, a verdade do amor. Ela o abraçou, ele a rejeitou e entrou na casa. Melissa foi embora, de pés descalços. Nunca mais se viram, nunca mais souberam do que aconteceu; no fundo se sentiam arquétipos e queriam que fosse assim. Há uma Melissa dentro de mim, de você, que quer viver um amor sincero e ávido. E um Henrique, que quer o entender e faze-lo verdadeiro, eterno; quando eles se encontram? Talvez tenhamos de estar descalços de nós mesmos para encontrá-los. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-7539088767292395557?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/7539088767292395557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=7539088767292395557' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/7539088767292395557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/7539088767292395557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2008/11/o-primeiro-beijo.html' title='O Primeiro Beijo'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SSCd9AJvEPI/AAAAAAAAAL4/A3Fx_XNAwY4/s72-c/edward-maos-de-tesoura02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-4525676544359848938</id><published>2008-11-15T16:12:00.000-08:00</published><updated>2008-11-15T16:26:55.973-08:00</updated><title type='text'>Sim, eu acredito.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9oOkJiIQI/AAAAAAAAALw/0i1tqqCHmKQ/s1600-h/borbolete.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269044688477888770" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 315px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9oOkJiIQI/AAAAAAAAALw/0i1tqqCHmKQ/s320/borbolete.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há um lugar maior, que transpassa as nuvens e se iguala as estrelas. Há um lugar onde os Deuses brindam e zelam por seus filhos, há um lugar celeste inatingível de toda maldade. Eu não consigo o ver, mas contemplo toda sua imensidão inserida no Mistério que é sua existência; eu sei que ele existe. Pensar assim não é eximir a baixeza dos homens, nem relegar a inexistência dos bons. Pensar assim é acreditar na humanidade, acreditar que temos um laço com este lugar sutil, que vamos conhecer um dia, quando toda a humanidade o invadir como crianças leves e libertas.&lt;br /&gt;Sim, eu acredito na Humanidade. Acredito nos bons homens, que em dias difíceis lutam por honra e justiça, acredito naqueles que me dão um sorriso mesmo estando submersos em problemas sérios. Acredito no que ri são, em quem luta com vigor e, mesmo perdendo, vence a si mesmo. Acredito nos homens que sabem o valor das flores.&lt;br /&gt;Sim, eu acredito nas flores. Acredito na beleza e no poder da natureza, que transmuta o feio no belo, o vicioso no virtuoso. Acredito nas Leis Naturais, na complacência e compaixão dos pássaros e no encantamento das borboletas. Acredito nas plantas que, generosamente, nos dão a vida e nas colônias de fungos que cooperam entre si, um belo exemplo. Acredito neles, acredito, pois são parte do Universo.&lt;br /&gt;Sim, eu acredito no Universo. Em sua grandeza, em seu mistério, eu seu poder. E acredito que as estrelas carreguem o que há de bom em mim, que o Sol me guie e a Lua me faça lembrar dos tempos passados. Acredito que o Zodíaco me faça recordar dos tempos míticos de outrora, e que a Via Láctea seja a magia derramada no mundo. Acredito que o Universo seja a plasmação de algo superior. De um lugar maior, que transpassa as nuvens e se iguala as estrelas. Hoje, eu olho para o céu, para essa noite ofuscada e sem estrelas, e sei que não estou só. E é por isso, só por isso, que me reconforto, quão grande é a liberdade de saber teu lugar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-4525676544359848938?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/4525676544359848938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=4525676544359848938' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/4525676544359848938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/4525676544359848938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2008/11/sim-eu-acredito.html' title='Sim, eu acredito.'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9oOkJiIQI/AAAAAAAAALw/0i1tqqCHmKQ/s72-c/borbolete.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-1812277251138233774</id><published>2008-11-13T16:37:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T16:43:47.117-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRzJKXcF7qI/AAAAAAAAAKQ/5aMvUh_OusA/s1600-h/linda+chuva.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268306844044357282" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRzJKXcF7qI/AAAAAAAAAKQ/5aMvUh_OusA/s320/linda+chuva.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje eu estou com medo. Medo desse sentimento que me invade, dessa transmutação em incertezas e inconstâncias. Eu estou com medo de mim, por não entender o que se passa dentro deste meu pobre coração, cansado de velar sensações e sentimentos que não sei lidar. Sei o quanto isso é piegas, e me envergonho de escrever; gostaria de erguer-me sem nem ao menos pensar em como estou fraca e febril por este medo. Medo de querer seguir uma direção que não é a certa, que me aponta para pessoas irrisórias e maldosas, que não irão me proteger, mas sim acompanhar meu desalento. Hoje eu não choro, meus olhos não se umedecem facilmente, mas em mim já não há carnaval; o brilho que há tanto se perdeu agora paira sobre essas palavras medrosas e covardes. Tenho medo por desejar algo que não é o que aspiro, mas sinto uma desnuda vontade de estar ao lado desse esfomeado agente, agente de medo e inalcançável felicidade. Tão vãs minhas palavras, que só me afastam do meu entento, sinto você partindo; se afastando e sua imagem ficando cada vez mais turva. Você nem olha para trás, não sou nem um passado, nada digno de lembrança. É como se andasse em uma chuva tórrida, eu peço tua proteção, sou a ti indiferente, como cada pingo que cai ao teu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu estou com medo. Medo de enfrentar meu problema e me fazer guerreira. Medo de fazer-me clara e dizer que é hora de honrar tudo que sonho, que acredito; já basta de medo. Se não sou forte o suficiente para romper com meus medos instantaneamente, que seja aos poucos, mas seja. Cansei de me ver esgueirando pelos cantos pela minha impotência, quando sou eu quem a gero, quem a alimento e fortifico dentro de mim. E isso dá forças para que me tirem meu alimento, meu suprimento vital, meu Ideal. Sem ele nada sou, nada enfrento e vislumbro. Os dias são cinzas e as bocas emudecem, já não palavras sãs para se dizer. E deixarei que o roubem? Não! Já basta, medo! Seus dias estão contados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu estou com medo. Medo de um futuro próximo que desmorona todas minhas certezas de destino, que me faz crer o quanto eu sou incapaz de traçar a minha vida e me faz cair em angústia. Até quando serei levada pelo ritmo inconstante desse mar, que me arrasta e traga como um doce na boca de uma criança travessa? Não sei se estou preparada para mudar tanto, amadurecer, crescer e me formar...não sei se posso ficar sem o amparo materno, sem a carência dos adolescentes e sua pretensão de sabedoria. Não sei se quero ser massacrada por um mundo velho e louco, eu realmente tenho medo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-1812277251138233774?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/1812277251138233774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=1812277251138233774' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/1812277251138233774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/1812277251138233774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2008/11/hoje-eu-estou-com-medo.html' title=''/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRzJKXcF7qI/AAAAAAAAAKQ/5aMvUh_OusA/s72-c/linda+chuva.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-7483376569082775287</id><published>2008-11-09T15:56:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T17:00:04.284-08:00</updated><title type='text'>Prazeres Amelísticos.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRzNJYQUCkI/AAAAAAAAAKg/I-aEOFHg2EA/s1600-h/amelie.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268311225130027586" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRzNJYQUCkI/AAAAAAAAAKg/I-aEOFHg2EA/s320/amelie.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outro dia, vagando desnorteada pelo Orkut, me deparei com a comunidade “Prazeres Amelie Poulan”, da qual eu mesma já fiz parte algumas vezes, mas hoje não mais. Alguns desses prazeres que ela nutria são até que ‘normais’, em vista que, para maioria dos meus amigos, isso é algo compartilhado; a mão no saco de sementes é um belo exemplo. Mas agora, pensando assim como quem nada quer, comecei a tentar pôr no papel quais são os meus prazeres recônditos. Alguns eu não fiz ainda, mas nutro um enorme vontade, outros faço questão de sempre pôr em prática. Aí vão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Ficar enrolada em um cobertor e deitada abaixo da janela ao sol de meio dia.&lt;br /&gt;2- Tomar café sem açúcar, o mínimo já me mata.&lt;br /&gt;3- Quebrar pratos depois de um almoço em restaurantes ou com pessoas estranhas e dar a desculpa de eu ser grega. [esse é um dos que ainda não fiz]&lt;br /&gt;4- Enganar a mim mesma para dormir demais e não ir à aula.&lt;br /&gt;5- Cantar com escova de cabelo como microfone – é, até hoje faço isso.&lt;br /&gt;6- Escutar conversa dos outros na rua.&lt;br /&gt;7- Pegar chuva sem trovões - menos quando estou doente.&lt;br /&gt;8- Viajar com a cabeça no vidro para ele ir batendo levemente.&lt;br /&gt;9- Abrir os olhos quando estou beijando alguém e ver o rosto dela – é como tirar uma foto.&lt;br /&gt;10- Jogar Campo Minado no computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, vai... Amelie aprenderia comigo! Bom domingo e segunda-feira melhor ainda à todos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-7483376569082775287?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/7483376569082775287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=7483376569082775287' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/7483376569082775287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/7483376569082775287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2008/11/prazeres-amelsticos.html' title='Prazeres Amelísticos.'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRzNJYQUCkI/AAAAAAAAAKg/I-aEOFHg2EA/s72-c/amelie.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-8761367958505831145</id><published>2008-11-08T15:42:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T17:09:19.108-08:00</updated><title type='text'>Heitor e Clarice.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRzPf0SCyJI/AAAAAAAAAKo/dxNlLuEsO2Y/s1600-h/heitor.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268313809633855634" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRzPf0SCyJI/AAAAAAAAAKo/dxNlLuEsO2Y/s320/heitor.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desceu as escadas correndo, seu vestido enlameado na barra fazia tropeçar e o sangue escorria lentamente. Viu a porta entreaberta, ela parecia o trêmulo breu que traria a liberdade, quanto desejara sair daquela casa. Seus dias sombrios começaram quando adentrara aquela porta, na época bem pintada e destrancada, e nunca mais havia posto os pés para fora. É lacônico e insipiente começar uma história assim, contar de como sonhos foram minimizados e uma vida desfeita. Eu preferia saber dizer algo belo e sutil para fazer com que você, querido leitor, se sentisse atraído pelo tom lúdico da história. Mas é falso. A verdade é que desde o início não se passa de um conto de como uma menina, angustiada por ver seus sonhos se esvaindo, perdeu a vida e a felicidade, tornou-se transeunte de si mesma. Quando Clarice saiu de casa, com sua pequena mala e o casaco enrolado na cintura, não imaginava que o que chamava tantas e tantas vezes de inferno era apenas o purgatório. Brigas familiares eram comuns, e para quem não são?, mas o que se passava na cabeça dela era uma forma de fugir, de se esvair, planejava agüentar todos os perigos externos por um momento de paz consigo mesma. Na verdade, não culpemos a família de nada... Era sua vontade de encontrar um caminho, algo para servir e por toda aquela energia que transbordava de seu pálido seio túrgido.&lt;br /&gt;Logo no início do verão o conheceu, seu nome era Heitor e tinha dos sorrisos mais belos e gentis já vistos. Trabalhava em um escritório de contabilidade, mas sua verdadeira vocação era a música. Criado no conservatório pelo avô, que era zelador do local, aprendeu desde rebento o amor pelos instrumentos, mas em especial piano, do qual dedicava todas suas horas ociosas, abdicando até de comer e dormir algumas horas a mais. Eles se conheceram em um concerto no Municipal; ela vestia uma túnica branca, ele um terno discreto que demonstrava a corrente de seu arcaico relógio, prazeres escondidos. Trocaram olhares discretos e na saída começou uma tórrida, e corriqueira, chuva. Ela se apoiou nas escadas, os relâmpagos lhe causavam tonteiras, ele a amparou e soprou-lhe o rosto afastando seus cabelos. Ficaram parados se olhando, se vissem a cena entenderiam como é difícil descrever. Ele a amou como nunca naquele momento, sua blusa delicadamente abriu para que lhe entrasse ar, pode-se ver o colo e o pescoço, pareciam nuvens simétricas.&lt;br /&gt;Começaram a sair, os dias foram passando, mas só conversavam, se olhavam e enredavam seus pés, sem nem ao menos trocarem beijos ou juras. Um dia ele a chamou para ir passar o fim de semana em sua casa, ela feliz fez uma pequena mala e enlaçou o moletom na cintura estreita, ela foi. Quando Heitor tinha apenas vinte anos seu avô teve morte súbita, no chão da cozinha. O recém homem sentiu-se menino, chorou horas seguidas, tentou suicídio mais algumas e passou as restantes tocando uma mesma sinfonia. Cresceu sem amigos, seu avô era seu modelo e herói, talvez por isso tenha se tornado um homem tão exemplar e disciplinado. Os dois moravam em uma pequena casa que se localizava em um sítio distante do centro, com papoulas, plantações, vinhos caros e cozinha de azulejo. Clarice sempre sonhou com isso, com o refugio do campo, com o contraste da louca cidade, em busca de encontrar-se com todos seus sentimentos perdidos no meio de crises e negligências pessoais. Não teve duvidas de que com ele ela seria feliz, plena, uma mulher do campo a se dedicar ao seu amor música, elegante e rústico.&lt;br /&gt;Ao chegarem, ela subiu para o quarto principal carregada por ele, que docemente a deitou em seu leito e despiu os pés da doce mulher que já ofegante beijava-lhe as mãos. Uma música começou a tocar na cabeça de Heitor, parecia a sinfonia que ele sempre tentara compor, mas nunca conseguira, agora plasmavasse. Com o movimento uniforme de seus corpos, as palavras em sussurros e as balbucias entre juras: ele alcançara seu êxtase, ela seu amor. Ficaram se olhando sem dizer nada o dia todo, por dias. Ela deixava escapar risos escandalosos, ele espalmava seu corpo com monótona avidez, era o inicio da ruína de ambos. Depois de alguns meses, ele parou de trabalhar. Era sofrível demais ir para um cubículo enquanto sua amada deleitavasse com a beleza do mundo, oferecida em uma natureza de pincel. Ela concordou alegre com a idéia de não se trabalhar, viveriam do amor que tinham, das papoulas, dos vinhos, do êxtase que era ver a porta da casa descascando, da ânsia que era escutar todas as melodias deitada no piano de cauda.&lt;br /&gt;Mas então os anos vieram, o inverno chegou e uma saudade crescente dos metrôs e da chuva entupindo bueiros começou a deixar Clarice descontente. O afeto já não era tão verdadeiro, o vinho acabara e as melodias se tornaram entediantes – nem preciso comentar sobre o êxtase de ver a porta descascando. Tomou fôlego em um dia quente, saltou da cama e desceu as escadas. Vestia uma bela camisola pérola e tinha os pés descalços. Seus cabelos eram claros, mel ou beges, nem sei. Seu sorriso sempre foi triste, suas mãos finas e o olhar de pena, de quem pede pena. Disse que queria ir-se, que cansara da vida, que ele não tinha ambições e que ela ainda tinha sonhos. Ele riu, riu tão desconcertadamente que deu medo. Parecia o riso quando viu seu avô estirado, segui de um choro digno de medo, medo do que um homem que chora tão descontroladamente pode fazer quando ele cessa. Ele parou, a olhou. Fitou o bico de seu seio que estava a mostra e fez vir em sua mente todos os momentos de felicidade, gemeu pensando em cada delírio de libido e tremeu ao constatar o calafrio que só apaixonados sentem. Correu para a porta, quebrou-lhe a fechadura, gritou duas frases desconexas e mandou-a sentar.&lt;br /&gt;Heitor começou a querer dizer coisas, mas sua mente não estava suficientemente clara para isso. Ele queria explicar como era apegado às coisas, tanto matérias quanto subjetivas, e não podia abdicar delas sem que antes lutasse. Dizia que seus pais há muito o abandonaram, na verdade nunca o quiseram, mas o sustentavam como um fardo. Até um dia que, na escolinha pitoresca, o pequenino Hector juntou as tesourinhas de todos os coleguinhas e perfurou toda a perna da professora, ela negava o suco de uva a ele todas as tardes. Era o pretexto perfeito para o abandono, e ao seu pobre avô ficara relegado. Não que este fosse um homem ruim, tinha coração maior que o mundo, mas não sabia nada da arte de educar. Depois de algumas situações no primário, o patriarca resolveu tirar-lhe da convivência de outras crianças e a ele foi negada a educação. Já nos seus dezessete anos teve uma namorada. Ela freqüentava um grupo de reabilitação perto do mercado de frutas, ele começou a traficar ópio para ela. Logo estavam inebriados por uma tortuosa paixão que lhe levava ao céu e inferno em segundos, era um pêndulo. Como ele nunca usara nenhum tipo de drogas, era difícil agüentar o ritmo inconstante de Miucha - assim se chamava a louca, e só agüentava a situação por amor e um pouco de dó. Mas os pais da jovem, ao saberem todo o romancete, proibiram de vê-lo e instauraram o caos na vida do rapaz que desde então nunca convivera com ninguém. Não houve duvidas, em nome do amor, Heitor esperou cuidadosamente sua amada sair e incendiou a casa com os pais juntos, julgava te-la para sempre. O resultado foi estrondoso, Miucha queimou o rosto em loucura e a família resolveu interna-la em um manicômio no interior de Minas. Depois disso veio a morte de seu avô, a do vizinho e da senhora do leite, todas de causa natural, para todos, ele tentara montar uma sinfonia em agradecimento, só para o principal não conseguira. Até hoje há dúvidas de porque tudo isso foi contado naquele instante, acho que ele queria que ela soubesse por que todos aqueles fatos iriam suceder, afinal, ele a amava.&lt;br /&gt;Ela, em meio a soluços, contou que sua vida era mais simples, porém mais angustiada, talvez... Viveu em uma família patriarcal, de comerciantes que enjaulavam suas pequenas filhas para não conviverem com a atroz realidade. Um dia, quando ela ainda era criança, estava debruçada na janela cantando quando viu a vizinha, cinco anos mais velha, se jogar e cair nos fincos do jardim. Desde então tentara reproduzir morte semelhante em glamour, pois pela primeira vez uma menina naquele bairro era assunto, e não por seus sapatos ou pelo feito de seus pais. Mas ela se dizia fraca, impotente em sua sandice, jamais faria isso. Nunca tivera nenhum namorado, transara com três homens, ambos trinta anos mais velhos, e caiu em depressão por cinco vezes. Quanto a Heitor, o conheceu de forma despretensiosa, e explicava que queria amá-lo, mas que isso seria algo falso, algo errado, porque desejou estar naquela casa em cada momento que estivera. Ele mandou calar, sentou-se no piano e mandou que ela enchesse a banheira, tomariam um último banho juntos e a deixaria ir.&lt;br /&gt;Quando ela desceu para avisar que o banho estava pronto, Heitor estava todo mutilado nos membros e grunhia por seu amor, quebrara os móveis e agarrando sua mão falava para ficar. Ambos já estavam mortos, ambos eram fruto de má criações e psicose fundada na falha humana. Ela gostou, com muito medo, deu um sorriso e começou a correr para o banheiro. A água transbordara e a lama sujava a camisola e a calça, se beijaram e seus braços se entrelaçaram. Ela deitou e ele docemente foi cortando aquela alva pele que nunca tinha sido exposta ao sol, ela chorava e ria, declamava poemas demoníacos e pedia clemência por ser um verme, ele a amava mais e mais. Mas foi quando, por um instante, Clarice teve reminiscências de sua infância feliz com a mãe que amava, do piquenique e do lago quase limpo. Ela gritou, correu pelas escadas implorando trégua.&lt;br /&gt;- Não pode haver, querida. Agora nosso sangue já se confunde naquele lençol que presencia nossos pecados, nosso amor frondoso de ira, de destruição! Sei que te ensinaram um caminho para a vida feliz e farta, mas não a mim. Não é justo que tenha a liberdade, que seja feliz com outro homem enquanto eu sucumbo em tristeza. Não vê meu amor passado? Teve a liberdade, está lá, recebendo a alegria do mau trato, da atenção pela discórdia, pela demência. Eu nem isso tenho, sou um esquecido, por Deus e pelo Demônio, sou filho da demência, mas até ela não me quer. E você é como eu, você é limpa só de pele, pois em teu sangue corre a mesma toxina que no meu, aquela que não me deixa compor para meu finado avô, pois ele me era amado. Vai morrer, finda seus dias ao meu lado, doce...&lt;br /&gt;Que fúnebre visão: ambos escorados na porta de saída, gritando pela libertação, ninguém podia dar isso a eles. Ela beijou seus lábios e disse baixinho, enquanto ele cortava sua garganta: “Esta morte é mais dolorosa e glamourosa que a de minha vizinha, certo?!” ele concordou, ela sorrindo colocou sua mão sobre a dele, que segurava a lâmina, estava morta. Dizem que ele compôs dois dias seguidos a mais bela sinfonia, agora mundialmente aclamada, se chama: “Sr. Clarice” ,Sr. pelo avô e Clarice por ser seu amor, a sinfonia era igual a que escutara quando deitaram-se pela primeira vez. Depois teve uma morte súbita, é o que dizem, mas eu não acredito. Ele era bom demais até para a morte, e deve a ter enganado, destinando a sua o fim que desejava. Fiquei sabendo dos acontecimentos um pouco mais tarde por uma amiga. Eu estava passando uma temporada no interior de Minas, mas isso já é outra história...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-8761367958505831145?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/8761367958505831145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=8761367958505831145' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/8761367958505831145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/8761367958505831145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2008/11/heitor-e-clarice.html' title='Heitor e Clarice.'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRzPf0SCyJI/AAAAAAAAAKo/dxNlLuEsO2Y/s72-c/heitor.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-2698428637441403941</id><published>2008-11-06T16:56:00.000-08:00</published><updated>2008-11-15T14:07:27.667-08:00</updated><title type='text'>Medo na aula de literatura...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9HIuE755I/AAAAAAAAALA/BD6MqohvONk/s1600-h/amiga+letra.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269008304180029330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9HIuE755I/AAAAAAAAALA/BD6MqohvONk/s320/amiga+letra.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Diz minha professora de literatura, a inteligente Andréia, que temos que escrever todos os dias, se gostamos da coisa e queremos saber faze-la. Isso me deu uma tristeza infinita, porque eu gosto, mas não faço isso. Não sei escrever direito, oras... E, quando escrevo, são sobre temas aleatórios, casuais e meramente dispensáveis. Eu poderia sim escrever todos os dias, mas aí surgem os problemas. O primeiro é tempo, não que eu não o tenha, mas é que eu não sei administra-lo. Amanhã, por exemplo, tenho uma difícil prova e estou aqui, escrevendo baboseiras sem importância ao invés de me debruçar sobre contar e equações. O segundo é o assunto, a minha vida não é o que chamamos de animada. Eu quase não saio. Não tenho conversas super interessantes e viagens glamourosas para contar, meu conhecimento político é limitado e as opiniões distorcidas e volúveis - ou seja, prefiro me calar a dizer besteira. Também não gosto de explorar meus sentimentos baixos. Hoje eu senti muito medo, por exemplo. Por uma coisa pequena, uma mera chuva, e estou até agora com sentimento de medo – do mundo, da vida, de mim e dos outros.&lt;br /&gt;Ultimamente tenho ficado um pouco pé atrás com os outros, insegura de mim mesma e relegando para o canto sentimentos que sei que irão me machucar posteriormente. Enfim, eu poderia estar usando isso para escrever e ficar mais treinada na arte da escrita, mas seria tão vil da minha parte. No que isso melhoraria a vida das pessoas? Fato! As coisas que escrevo não melhoram nem a minha, pobre de mim. Mas eu gosto delas, demonstram o quanto ainda tenho que fazer, trilhar, ralar! Eu queria ter levantado o dedo e dito: “Andréia, isso quer dizer que nunca escreverei bem?”, queria muito saber se sempre serei uma sub-escritora, se é melhor desistir agora e ir tentar outra coisa... Tive medo da resposta dela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-2698428637441403941?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/2698428637441403941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=2698428637441403941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/2698428637441403941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/2698428637441403941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2008/11/medo-na-aula-de-literatura.html' title='Medo na aula de literatura...'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9HIuE755I/AAAAAAAAALA/BD6MqohvONk/s72-c/amiga+letra.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-1691087108338443477</id><published>2008-10-25T18:56:00.000-07:00</published><updated>2008-11-15T15:44:05.680-08:00</updated><title type='text'>Não queira saber...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9eLimLCeI/AAAAAAAAALg/HMxvx_9i0f8/s1600-h/tristÃ£o+e+isolda.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269033641405254114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9eLimLCeI/AAAAAAAAALg/HMxvx_9i0f8/s320/trist%C3%A3o+e+isolda.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Queria tirar todas as suas dores, curar tuas feridas e trazer-te para meu leito. Queria secar teus olhos impregnados de mágoa e rancor, olhos secos por uma vida áspera e sem poesia. Queria dar-te um mundo cheio de cores, um mundo leve e místico, do qual pudéssemos carregar nossas energias e viver sagas ilimitadas de plenitude. Mas, por ironia ou descaso, parece que não consigo acessar este campo que é você, não consigo penetrar em tua alma e dar-te minha mão. Não acesso tua mente, cheia de labirintos e minotauros, cheia de enigmas e complacências; cheia do vazio que sou eu. Se pudesse, se você me permitisse em sua imensa caridade, faria de seus dias os mais límpidos e graciosos. Deitaria teu rosto suave em meu colo e te afagaria com minhas mãos, docemente alisaria tua face e cantaria os hinos mais sagrados. Cobriria tua casa com pétalas do mais adornado jardim, teu andar se faria perfumado. Inventaria mil formas de alegrar-te e, gentilmente, me imporia em tua vida, não como mais um empecilho, mas como veículo de graça, alegria e leveza. Meus predicados são limitados, eu sei; e minhas aspirações múltiplas, mas, ao lado de tão honroso cavalheiro, enfrentaria erguida todos os problemas, sobrepujando a dor.&lt;br /&gt;Mas não deixa, não posso, não consigo. Há algo como um campo magnético que me separa de ti, que me faz transmutar idéias turvas em sentimentos febris. Enlouqueço com teu semblante, que em minha cabeça vai e volta, se torna um zumbido que não sai, que machuca, feri os mais sutis sentimentos que eu tenho, absorve as forças mais certas e desmorona meu gênio de maldades e frieza. Penso se é você que não me quer, que não me tem em sua mente, não aspira nada ao meu lado, relegando a mim a mais absorta lembrança, a mais negligente passagem em tua vida. Penso que teu caminho está traçado e eu, impotente e miserável, não poderia deitar em tua linha da vida, fazer-me presente, mesmo que sutilmente.&lt;br /&gt;Miserável sentimento é este, que não sei nomear, calcular, nem ao menos sentir. Miserável condição humana é essa, que há pouco se infla de certezas, e logo após se debruça em lágrimas por não entender este nó dado no peito, intransferível, insolúvel, mas que dói e aperta até nos dias mais belos do fim da primavera. Agora, despeço-me, na triste certeza que você não virá. Não acenarei com bandeiras, brindando esta emoção que me invade, deixarei que meu calar se faça presente e te dê, como alerta, todo este nobre sentimento que me preenche, e que, como sorte, em breve repartiremos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-1691087108338443477?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/1691087108338443477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=1691087108338443477' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/1691087108338443477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/1691087108338443477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2008/10/no-queira-saber.html' title='Não queira saber...'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9eLimLCeI/AAAAAAAAALg/HMxvx_9i0f8/s72-c/trist%C3%A3o+e+isolda.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-4535296932760862260</id><published>2008-10-24T08:23:00.001-07:00</published><updated>2008-11-15T14:19:40.185-08:00</updated><title type='text'>Show do Marcelo Camelo...a Saga!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9KqjRZRJI/AAAAAAAAALI/GnEdVe4msLs/s1600-h/ATgAAAAeUXT2tZRlQc70kbESJAv4E7sq1kC7qBqmR0c6WBsZPs0zAVWqkLXTowRv1kcQraVHDFhpWh7pnlep-97MI8_QAJtU9VB7sBK_guh7Uja_BT5LR-u5sDS9uQ[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269012183929930898" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9KqjRZRJI/AAAAAAAAALI/GnEdVe4msLs/s320/ATgAAAAeUXT2tZRlQc70kbESJAv4E7sq1kC7qBqmR0c6WBsZPs0zAVWqkLXTowRv1kcQraVHDFhpWh7pnlep-97MI8_QAJtU9VB7sBK_guh7Uja_BT5LR-u5sDS9uQ%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Saí correndo, estava atrasada. Será que o show do Marcelo Camelo seria completo, agora que seus hermanos estavam em outros projetos? Mal sabia eu, tadinha. O show também demorou a começar, parecia que os segundos se arrastavam e queriam que minha ansiedade só aumentasse: conseguiram. Mas quando começou, quando seu violão e linda voz vieram Passeando pelo Cine Theatro Central, ah...tudo ficou pequeno. Eu, do alto da galeria, me sentia cortejada pela música, poesia e melodia inebriantes que me levavam a sonhar com o belo. Não era o Camelo em si, era sua arte, sua forma de transcender todas aquelas pessoas e fazer com que eu me sentisse especial, como se tudo aquilo fosse para um encontro meu com a mais bela música. A Menina Bordada que vos fala dançava quando todos estavam estáticos e sorria como criança quando a melodia calma embalava nossos corpos; a luz bem centrada na figura do Marcelo deixava o ambiente ainda mais intimista. Copacabana fez parecer carnaval, vi homens com dedos levantados e Camelo, o tempo todo, tentando se livrar do suor através de mãos e paradas. Como dancei, como ri, como fui feliz em Copacabana. A Janta foi mais cedo, preencheu todo o espaço com luz e magia, quando ele começou nos fez ascender, trovejavam aplausos. Ainda para fechar o show, nos presenteou com belas canções que fugiam do Sou, Santa Chuva lavou a alma de muito, ao menos a minha. Marcelo Camelo, entre alguns comentários certeiros: Um Cara Valente. Depois de dois “Mais um” as luzes se acenderam, mas parecia mentira, ainda acenderam devagar que era para irmos despertando aos poucos.&lt;br /&gt;“Corre, Danilo!” Só consegui pensar que precisava falar com ele, dizer quão era maravilhosa sua obra. Primeira etapa: “Esperem na parte de fora, ele vai sair por lá.” E lá fomos nós, fiquei de cara com a porta, e com os seguranças. Mas, adivinhem, só quem tinha uma credencial, pulseirinha, podia parabenizá-lo, isso era tão desolante que permaneci em guarda. A tal pulseira, que foi sucateada e pirateada com a demora, era dada na bilheteria, mas não era informada que existia. Sim, me revoltei. Mas eu não queria brigar, tentei ser educada com os seguranças, afinal o meu maior propósito ainda era encontrar Camelo e dizer tudo que estava sentindo. Ficamos lá, mas ficamos mesmo. Entre chato, menina tentando roubar pulseira na bordoada - meu deus, isso foi bizarro!- eu quase desisti duas vezes, mas fiquei, fiquei ficando porque ele sairia por aquela porta. No fim, grata surpresa, entramos! Eu tremia, tremia muito, eu tremia muito mesmo. As meninas foram na minha frente e o Danilo lá comigo, esperando. Falei pro Marcelo algo sobre a sensibilidade e harmonia da música dele, e ele brilhou com os olhos, escutou e agradeceu. Ai eu percebi: tanta beleza vem do música, que lindo. Era muito atencioso, me deu um autógrafo, porque sou fã,né?! E eu pedi um biscoito também do camarim dele, sei que foi estranho, ele também estranhou, mas eu queria!&lt;br /&gt;Saí de lá soltando foguetes, até agora estou. Queremos mais, quero gritar de novo na rua de tanta felicidade, valeu a pena! Vida Doce, Camelo...Vida Doce!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-4535296932760862260?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/4535296932760862260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=4535296932760862260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/4535296932760862260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/4535296932760862260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2008/10/show-do-marcelo-cameloa-saga.html' title='Show do Marcelo Camelo...a Saga!'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9KqjRZRJI/AAAAAAAAALI/GnEdVe4msLs/s72-c/ATgAAAAeUXT2tZRlQc70kbESJAv4E7sq1kC7qBqmR0c6WBsZPs0zAVWqkLXTowRv1kcQraVHDFhpWh7pnlep-97MI8_QAJtU9VB7sBK_guh7Uja_BT5LR-u5sDS9uQ%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6269343473515274515.post-7794413216729518633</id><published>2008-10-21T17:08:00.000-07:00</published><updated>2008-11-15T16:03:39.789-08:00</updated><title type='text'>Primeira...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9i9DnW7YI/AAAAAAAAALo/iQBUqlHzf7E/s1600-h/P5310188.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269038890128698754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9i9DnW7YI/AAAAAAAAALo/iQBUqlHzf7E/s320/P5310188.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nota 1 : O nome do Blog não foi inspirado na música,aliás, eu até olhei para ela...mas não que seja adorada por mim.&lt;br /&gt;Nota 2 : Manter este ativo?Depois de tantos...só o tempo dirá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro post tem que ser bem aleatório, daqueles que a pessoa não sabe bem o que escrever e porque escrever...seguiremos a regra.Acho que posso começar falando da minha experiência de ter mil e um blogs(sim,eu exagero numéricamente),e todas falhas- diga-se de passagem.&lt;br /&gt;É que sempre estou mudando, sempre algo não parece mais meu, não dá para se identificar com o nome, com aquele texto ridículo ou aquela vírgula mal empregada. Como mostrarei aquilo para os meus netos?!, penso eu...melhor apagar.Apagar,hoje em dia, é como queimar arquivo ou cadáveres mortos.Me sinto um governante que acabou de abolir a escravatura e não quer marcas do sórdido passado; a diferença é que no meu caso os historiados não sairam perdendo com o fim dos escritos.&lt;br /&gt;Acho que agora estou numa fase feliz da minha vida, muito confusa- é verdade!- mas feliz. Não dá para ficar lamentando muito por entre as ruelas da vida, querendo ou não, você que escolheu caminhar por elas [este blog ainda será apagado por metáforas porcas, como essa].Mas não tenho o que reclamar, tenho meus amigos que são extremamente valiosos e uma família carinhosa. Do vestibular eu posso reclamar, porque ele me massacra todos os dias em mente, já que na prática faço pouco; mas tenho que ver o lado bom...ao menos tenho estudo e meu curso é relativamente simples de passar.Gosto da minha vidinha pacata, meio burguesa- mas, no momento, é o que se pode fazer.Acho que morreria se tivesse grandes badalações e muitas pessoas ao meu redor, com certeza me sentiria sufocada e não daria a importância que elas merecem.&lt;br /&gt;Hoje foi um dia bem típico(ps.: o blog não contará meus dias entediantes, podem ficar calmos), sem muitas modificações...eu já estou me acostumando,não deveria.A rotina deveria ser algo maravilhoso, já que há todo um Universo do qual desconhecemos,e toda oportunidade de interagirmos com ele,e com nós mesmos, é uma nova descoberta.Tenho pensado muito nessa questão do Universo,de nós e o Universo...enfim, isso fica para um outro papo.&lt;br /&gt;[já são 22:21 hs e amanhã eu acordo às 6:20 e ainda vou ler Sakura-emprestado pela minha bela amiga Mayara.Corre,Fernanda...senão amanhã será mais um dia morgante!]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6269343473515274515-7794413216729518633?l=volteparaoseular.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/feeds/7794413216729518633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6269343473515274515&amp;postID=7794413216729518633' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/7794413216729518633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6269343473515274515/posts/default/7794413216729518633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://volteparaoseular.blogspot.com/2008/10/primeira.html' title='Primeira...'/><author><name>Fernanda Vivacqua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10215238313446615903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SRZeXmPMo6I/AAAAAAAAAJw/sWMDJtcAGNw/S220/4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sMTYy_lcK9c/SR9i9DnW7YI/AAAAAAAAALo/iQBUqlHzf7E/s72-c/P5310188.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
